Julho/2009

Ganhando a vida no país Tropical.

31.07.2009

Quem vos escreve não é a pessoa da foto! Meu nome é Josué Maioli, diretor de marketing da Tropical Cabines e tenho a fácil missão - ao mesmo tempo difícil - de relatar sobre a pessoa abaixo... José Carlos Sá Rosa. Fácil pois, falar de Zé Carlos é simples, como ele mesmo é! Difícil porque faltariam páginas para isto!

Sempre receptivo, por duas vezes tive a oportunidade de "desfilar" com sua F-250 Tropivan Executive seis portas e com pintura camaleão, pela cidade maravilhosa o Rio de Janeiro, para os estrangeiros, a capital do Brasil. A primeira vez com a esposa, um casal de amigos e mais uma amiga da Alemanha. Na segunda, com um colega de trabalho. E o melhor de tudo isso? Desfilar a bordo da "picapona" que virou atração turística e sem precisar dirigir, ou seja, curtindo o visual adoidado! Zé Carlos mora em Copacabana, é moto-guia e guia turístico a mais de 30 anos. Sua camionete além de ser preparada para sua profissão (instalamos sistema de som interno e com microfone), simplesmente "para" o trânsito por onde passa. Cansei de ver as pessoas boquiabertas e impressionadas com a presença da Tropivan. Ah... e digo mais! Ele domina cinco idiomas - alemão, francês, espanhol, inglês e italiano. Na verdade são seis idiomas... Pasmem! Ele fala bem o português também. (rs).

Zé Carlos viajou o mundo e escolheu a Cidade Maravilhosa para trabalhar. "Considero o Rio de Janeiro o principal portal de entrada do turismo receptivo do Brasil". Ele afirma: "Meus clientes, no geral, são muito exigentes. Por isso escolhi uma Tropical!"

Voltando ao desfile, sou suspeito em falar: a picape combinou perfeitamente por todos os lugares que passamos, paramos e visitamos. Passeio este regado a riquíssimas explicações sobre cada detalhe sejam eles das praias, pontos turísticos, estádios, centros históricos, Floresta da Tijuca, Sambódromo, Pão de Açúcar, Cristo Redentor, etc, etc, etc.

Em resumo, como escreveu meu amigo Marcelo Moura, na matéria para a revista Quatro Rodas, ao andar com a F-Maxx: "Sinto-me como o Romário em dia de milésimo gol". Dessa forma, finalizo meu relato, pois foi como eu me senti a bordo da Tropivan Executive no Rio de Janeiro. Todas as atenções estavam para nós; quer dizer, para a camionete.

Ah... Mais uma coisinha. Quando você leitor for ao Rio de Janeiro, me convide que vou junto. A dica do tour é por minha conta - Zé Carlos, mais do que um cliente, UM GRANDE AMIGO!

Contatos comerciais com o Zé Carlos poderão ser feitos pelo e-mail: josereiseleiter@hotmail.com



Como dito em nossa revista, abaixo publicamos, na íntegra, a entrevista feita com o Zé Carlos. São 12 perguntas que a Tropical Cabines fez a um de seus clientes. Boa leitura!

TC: Qual a sua profissão e há quanto tempo desenvolve esta atividade?
Zé Carlos: Sou Guia de Turismo há mais de 30 anos, sendo que hoje atuo na maior parte do tempo como moto-guia (guia que conduz os clientes em seu próprio carro) utilizando um veículo Ford Tropical F-250 Executive de 06 portas, com capacidade para 07 paxs + 01. (Termo técnico da área utilizado para designar 07 passageiros mais 01 motorista)

TC: Por que escolheu o Rio de Janeiro para trabalhar?
Zé Carlos: Por ser o portal principal de entrada do turismo receptivo no Brasil. Atraiu-me também (sou do Pantanal) as deslumbrantes belezas naturais históricas, sem falar da maneira extremamente acolhedora e simpática do carioca, que faz deste lugar uma cidade única. E olha que eu já rodei mundo afora.

TC: Por que escolheu uma Tropivan Executive para a sua atividade?
Zé Carlos: Por ser grande, espaçosa, com muito conforto e destinada a clientes exigentes (no caso de norte-americanos ou russos a escolha das empresas acaba sempre recaindo nela). "Vamos necessitar novamente da 'Jamanta', 'do Caminhão', dizem-me às vezes em tom cômico os operadores de turismo".

TC: Como conheceu a Tropical Cabines?
Zé Carlos: Aleatoriamente. Foi no Salão Internacional do Automóvel do Rio em 2003. Já tinha em mente a aquisição um modelo diferenciado de luxo para oferecer a meu mercado de trabalho, e a escolha estava entre várias marcas importadas. E, ao deparar-me com os modelos Tropical, vi que podia obter mais, e por um preço menor. Minha decisão final foi imediata. No dia seguinte, quando retornei, disseram-me que os carros expostos já tinham sido vendidos a dois jogadores do Flamengo. Foi até providencial, pois iria personalizá-lo mais tarde, da maneira que desejava, direto na indústria da Tropical.

TC: Quais foram as oportunidades que a camionete Tropical lhe renderam?
Zé Carlos: Muitíssimas. Abriram-me uma sequência de portas de empresas de turismo nacionais e internacionais, de eventos, hotéis, embaixadas, etc. Por ser diferenciada e única no mercado, dá-me certa exclusividade. Aliás, muitos dos pedidos que me aconteceram acabaram sendo feitos em razão de clientes desconhecidos que a viram estacionada na rua. Acreditam?

TC: A camionete chama a atenção? De que forma? Qual é a reação das pessoas?
Zé Carlos: É grande, robusta, de visual agressivo e impressiona por onde passa, chamando a atenção de muita gente. Virou uma atração turística por aqui. Já houve caso de guardas de transito me pararem e dizerem: "Doutor, não precisa dos documentos, não. Estávamos só curiosos em conhecer o carro".

TC: Como os clientes avaliam sua camionete?
Zé Carlos: É comum ver a face de espanto de vários estrangeiros - especialmente dos europeus, quando os busco no aeroporto internacional, que às vezes reagem com surpresa quando os informo a respeito do carro! "O quê? Este produto é feito aqui no Brasil? Sério?". Isso porque em vários lugares afora nos veem ainda erroneamente como um país de 3º mundo, com criatividade e produção rudimentar.

TC: Como guia turístico, qual é o seu conhecimento geral e como isto lhe ajuda na sua profissão?
Zé Carlos: Por ter morado e estudado 15 anos em vários países fora do Brasil, isso me trouxe uma carga cultural intensa, que me estimula até hoje a me aprimorar nas informações, e isso eu repasso a quem me vem ao encontro. Vou morrer lendo.

TC: Quantas línguas você fala, entende e/ou domina? Como e por quê isto lhe ajuda na sua profissão?
Zé Carlos: Domino 05 idiomas: Alemão, Francês, Espanhol, Inglês e Italiano, o que me ajuda muito, pois quando o fluxo turístico de uma destinação cessa, outros pedidos aparecem de outros lados e estou sempre na pauta. Mas o veículo Tropical também exerce preponderância significativa.


TC: Fale sobre sua vida, em especial a sua profissão em relação ao veículo.
Zé Carlos: Em especial, agradeço à minha mãe - Profª Glorinha Sá Rosa, como é conhecida - que, por ser escritora, professora universitária e conhecedora de idiomas, transmitiu-me o dom, o amor pelas línguas, que cultivo desde criança, que me abriram coração e mente para os horizontes culturais de outros mundos.
No período em que vivi na Europa, nas folgas dos estudos, trabalhava como tradutor simultâneo nas feiras internacionais. Dali foi um passo para ingressar no turismo receptivo.
Se por um lado, o trabalho como guia de turismo fornece constante experiência cultural enriquecedora, devido ao contato com pessoas de vários países, por outro nos transforma em pequenos embaixadores responsáveis pela difusão dos imensos valores de nosso lindo país.
Os conhecimentos na área da cultura abriram-me o mercado de trabalho. Sou extremamente sincero em dizer que desde o momento em que comecei a possuir um veículo Tropical, meu volume de serviço teve aumento considerável, a ponto de em certos meses, na alta estação verão/carnaval, ser praticamente obrigado a usá-lo durante 24 horas seguidas - é claro que com um motorista acoplado a ele pelos meus amigos da Jeep Tour.

TC: Qual é a imagem que você tem da Tropical Cabines?
Zé Carlos: Faço um parâmetro, baseado em minhas experiências.
Quando tinha apenas 17 anos, vivendo no Pantanal, ao decidir pela aventura da efervescência cultural européia, taxaram-me de louco para meus pais. Mas eles, de espírito aberto, deixaram-me livre para ocupar a lacuna de espaço por que ansiava. Hoje, através da distância do tempo, vejo que tudo oque tenho, devo àquela arriscada decisão. Ao visualizar a Tropical, que surgiu anos atrás de uma oficina de quintal em uma pequena cidade germano-brasileira para a brilhante e gigantesca vitrine em que se transformou, compreendo o quanto foi louvável e ousada a decisão de seus dirigentes. Hoje, ela é orgulho da região e de todo o Brasil onde, ao contrário do que geralmente se pensa, há muita gente honesta que... faz!!! O que me remete ao velho provérbio oriental: "Os incrédulos sonham. Os corajosos... têm visões".

Um forte abraço a todos e sucesso contínuo.


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Mais uma viagem da família Hafemann

31.07.2009

Em nossa revista de 2008, já havíamos descrito outra viagem da família Hafemann. Esta é mais uma aventura para o Chile a bordo de uma Tropivan 4x4. Foram 14 dias na estrada em cenários paradisíacos.
E a aventura continua....
Os planos foram feitos, o roteiro traçado, muito bem acomodado na "Super Poderosa" - camionete Ford F-250 XLT Tropivan 4x4. Desta vez, sem os filhos, mas com um casal de amigos. Fomos ao encontro de dois casais de primos em Teutônia - RS, e com eles saímos do Brasil por Uruguaiana - RS. Seguimos rumo sul pela Argentina, viajamos durante o dia e paramos a noite para dormir. Não entramos em Buenos Aires, uma vez que o objetivo era Bariloche. Percorremos as províncias de Corrientes, Entrerios, Buenos Aires, Pampa, Neuquem e Rio Negro.
Em Bariloche, conhecemos a cidade, fizemos o circuito Chico, em city-tour, onde mostra muitas belas paisagens. O Trovador, uma geleira, é imperdível. Na estação de esqui Catedral, para quem não tem prática, o jeito é fazer o "esqui- bunda", para não levar tantos tombos. Vale a pena visitar um lugar que não consta no roteiro das companhias de turismo, a Cerra Leones com as cavernas do velho vulcão.
Saindo de Bariloche a intenção era cruzar a Cordilheira dos Andes com destino a Osório e o Oceano Pacífico. Vimos paisagens de tirar o fôlego, uma vez que havia muita neve acumulada, resultado de uma nevasca duas semanas antes.
De volta a Argentina, de Vila Angostura seguimos a San Martín de Los Andes pela rota dos 7 lagos - São 110 KM de estrada de chão, que nem pestanejamos em enfrentar, uma vez que estávamos com um carro 4x4. É outro local que pouco aparece nos roteiros turísticos. Só não vá se não gostar de natureza, lagos com água cristalina, as montanhas nevadas refletidas no lago.
A partir daí, seguimos pela Ruta nacional, a rodovia mais longa da Argentina. Trechos de estradas boas e outras nem tanto. Mas a paisagem compensa! É uma região semidesértica, com vulcões (inativos), campos de exploração de petróleo, sempre ladeando a Cordilheira dos Andes com seus picos nevados. Assim, de suspiro em suspiro, chegamos à Mendoza, com suas vinícolas, e plantações de frutas e oliveiras.
Mas ainda não estávamos cansados de ver coisas lindas. Assim, enfrentamos mais uma vez a cordilheira, rumo ao Chile. No caminho ponte do Luca, travessia do túnel Cristo Redentor, onde fica a divisa entre os dois países. Já no Chile, parada na estação de esqui de Partilha e, logo após esta, a descida dos famosos Cara Cales, onde se faz um desnível de 1.000 m em 10 km de estrada, percorridos em 29 curvas. Muita neve em todo o trajeto.
O roteiro para casa passou por Cordoba, uma região de agricultura forte.
As novidades não param de aparecer. Assim, percorremos o túnel por baixo do rio Paraná entre Santa Fé e Paraná, com 2.5 km de extensão.
A entrada no Brasil se deu por Uruguaiana, percorremos o Rio Grande do Sul e chegamos à nossa casa após 2 semanas e tudo percorrido 8500 km, com uma viajem muito tranquila. Mais uma vez a Tropivan se mostrou um carro confortável, com bom espaço para os passageiros e onde cabe "tudo que o coração precisa e a alma deseja". Percorremos estradas não tão boas, mas que não chegaram a assustar porque estávamos bem equipados com a nossa "Super Poderosa".
Planos para o futuro...Pantanal? Jalapão? Ushuaia? Ou, quem sabe, encarar a transoceânica, que esta sendo construído unindo os dois oceanos, atravessando o Brasil e o Peru?


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